Deixo mais um ano e sigo em frente,
Este, mais que outros...ímpar
Por tudo o que passei...diferente
Apenas porque me fez parar
E reflectir no próximo que esta aí
Ao virar das doze badaladas.
Não posso deixar de pensar no que perdi,
Nas coisas menos boas, nas partidas...
Tudo para me encher de força
Para o futuro que agora realizo,
Acompanhado por desejos de esperança
Em dias melhores, e um sorriso
Preenche-me o rosto.
Sei que amanhã vai ser melhor
E que a cada Sol posto
Outro dia surgirá com vigor.
Outra manhã, outra ocasião

Passo dias junto a um mar de incerteza,
Banhado por um deserto de solidão.
E a cada momento de tristeza
Junta-se um intervalo de imensidão.
Procuro alguém que queira encontrar
Algo que quero dar, para receber.
E entregar sem condições o lugar
Onde livre corre o meu ser.
Partir então preenchido com a vontade,
Com a alma cheia e o coração alegre.
Rumo a uma nova eternidade
Junto de alguém que me entregue,
Apenas alguma réstia de esperança,
Em troca de tudo quanto tenho
E que entrego sem qualquer cobrança.

Tenho medo das palavras que deposito
Nestes Subúrbios da Existência.
Fantasmas de tempos distantes, que visito.
Flashes de memórias que não me esquecem,
Fugazes chagas que não saram, hesito
E toma conta do meu peito o vazio
Que inunda a minha alma, alheada
De tudo quanto vejo, por um fio
Caminho em direcção que desconheço
À espera de encontrar ao desafio
As forças que unem e as que separam.
A alma da razão, o fogo do coração.
E de todas as forças que existiram
Temo aquelas que tornam o dia em escuridão
Aquelas que os olhos nunca viram
Mas que o coração já sentiu
Ao redor da respiração, da inspiração
Que guia o tal caminho, desvio
A que chamo Subúrbios da minha Existência
E que por ora se confunde com a vida!

Palavras...O espelho da alma mostra
O vazio, ao redor o silêncio
Devolve o eco, a amostra
Do ar onde deambulo, ócio
Numa sombra que demonstra
A alma, que se existe
Apagou a luz da presença.
Palavras...Voam ao sabor triste
De um vento ameno, sentença,
Proferida por um fogo em riste
Que não apaga da memória a imagem,
De tempos desalinhados.
Lágrimas...Oxalá lavassem
As cinzas que toldam encharcados
Dias que perco, como se fossem
Pregados numa imensidão.
Rodeada por vazio
Que só conhece a solidão.

As lágrimas lavaram a alma,
Tudo o que o tempo enegreceu,
Sem contemplações , afogaram a chama
E devolveram o azul ao céu.
Agora a Lua é sempre cheia,
E ilumina o meu mundo, recanto
Este que guardo na ideia,
Para que não fuja seu encanto.
Alimento estes Suburbios encantados,
Com palavras e grandiosas imagens
Para que, ao serem achados
Se tornem, tal qual as paisagens,
Eternos palcos de suspiro,
Onde ecos de lembrança,
Devolvem o que retemperado respiro,
Da vida e da esperança!
Aparentemente a Existência quer-me só!
Pois bem, cá estou de novo sozinho,
Deambulando por entre as sombras, pó...
Esquecido no tempo!
Já tenho o meu castelo, masmorra
Onde me detenho, obediente
À vontade dessa que me encerra...
Esquecido no Tempo!
E sigo a vida, qual Outono,
Esse eterno envelhecer acordado,
Onde desconheço qual foi o rumo...
Esquecido no Tempo!
É esperar agora, o próximo passo
Em direcção ao desconhecido,
Errante, seguindo apenas o traço...
Esquecido no Tempo!
Quem me dera não ter pulsação,
A Razão chegava perfeitamente!
Ia-se embora o medo, de repente
Não restava qualquer vestígio de emoção!
Procuro os silêncios, em vão!
Ou não fosse o mundo, a mente,
Esse reino sempre distante.
Um amontoado de sons, e não,
A calma de um tempo que parou,
Ao largo dos Subúrbios de qualquer
Existência, sem saber que sou
Aquele que vive no desassossego
Permanente de entender,
Cada lugar onde chego!
Os Subúrbios agora invadidos
Por este silêncio, calmia, solidão
Ou quem sabe, apenas paz.
Relembram tempos idos,
Onde por força da razão,
No recanto da memória, jaz,
Esse reprimido desejo
De comunicar com silêncios apenas
Neste mundo onde me vejo
Rodeado de razões, pequenas
Dúvidas, que almejo
Clarificar, ou simplesmente
Trazer para o conforto das palavras,
Dos afectos, dos poemas...

Como é bom escutar o silêncio em redor,
Fazer dele o eco dos meus pensamentos.
Escutar o seu conselho, rumor
Que ecoa na alma, por momentos.
E daí espalhar aos quatro
Ventos da razão, a mensagem,
O Grito desse que idolatro
O Silêncio, que esta de passagem!
Ou que veio para ficar,
Entre os dias que vão passando
Ao sabor desse eterno luar,
Que não é mais que vida. Bando
De silêncios interrompidos
Por rasgos de barulho efémero.

Jazem nuvens sobre os Subúrbios,
Sombras de uma antiga Existência.
Calmia provocada pela ausência,
Momentos escurecidos com silêncios.
Permanece a alma calma, silenciosa,
Quase ausente à espera da luz.
Aguardando o sinal que traduz
O final dos tempos. Receosa
Que um novo dia,
Traga a anunciada tempestade
De solidão repleta. Vazia
De sentimento, encardida
Pelo tempo passado.
Augúrio de uma nova despedida!
Para viver intensamente, quem sabe até amar,
Fazer tudo valer a pena até à exaustão,
Deixando à felicidade todo o ar
Para tomar conta do meu destino...
domingo, 18 de dezembro de 2011
Idiota que sou...
Passo dias junto a um mar de incerteza,
Banhado por um deserto de solidão.
E a cada momento de tristeza
Junta-se um intervalo de imensidão.
Procuro alguém que queira encontrar
Algo que quero dar, para receber.
E entregar sem condições o lugar
Onde livre corre o meu ser.
Partir então preenchido com a vontade,
Com a alma cheia e o coração alegre.
Rumo a uma nova eternidade
Junto de alguém que me entregue,
Apenas alguma réstia de esperança,
Em troca de tudo quanto tenho
E que entrego sem qualquer cobrança.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Rascunho VI
Inebriado pela cor deste vinho,
Sigo saboreando o aroma do silêncio
Que escuto, e quase adivinho
O som do Sol que acabou de se pôr.
Mesmo que pela tempestade escondido
Aqueceu a alma e o corpo,
Qual postal ilustrado perdido
Achou-me onde caminho, ao sabor
Dessa que sempre me acompanha,
Que é a Lua desse Sol...
Traição...como se tal façanha
Fosse alívio para a dor
Que chove na realidade onde estou.
Porque a vida assim o quis
Porque não sei onde vou,
Espero ser feliz, seja lá para onde for.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Rascunho V
Tenho medo das palavras que deposito
Nestes Subúrbios da Existência.
Fantasmas de tempos distantes, que visito.
Flashes de memórias que não me esquecem,
Fugazes chagas que não saram, hesito
E toma conta do meu peito o vazio
Que inunda a minha alma, alheada
De tudo quanto vejo, por um fio
Caminho em direcção que desconheço
À espera de encontrar ao desafio
As forças que unem e as que separam.
A alma da razão, o fogo do coração.
E de todas as forças que existiram
Temo aquelas que tornam o dia em escuridão
Aquelas que os olhos nunca viram
Mas que o coração já sentiu
Ao redor da respiração, da inspiração
Que guia o tal caminho, desvio
A que chamo Subúrbios da minha Existência
E que por ora se confunde com a vida!
Ensaio VIII
Palavras...O espelho da alma mostra
O vazio, ao redor o silêncio
Devolve o eco, a amostra
Do ar onde deambulo, ócio
Numa sombra que demonstra
A alma, que se existe
Apagou a luz da presença.
Palavras...Voam ao sabor triste
De um vento ameno, sentença,
Proferida por um fogo em riste
Que não apaga da memória a imagem,
De tempos desalinhados.
Lágrimas...Oxalá lavassem
As cinzas que toldam encharcados
Dias que perco, como se fossem
Pregados numa imensidão.
Rodeada por vazio
Que só conhece a solidão.
domingo, 29 de maio de 2011
Recanto Meu
As lágrimas lavaram a alma,
Tudo o que o tempo enegreceu,
Sem contemplações , afogaram a chama
E devolveram o azul ao céu.
Agora a Lua é sempre cheia,
E ilumina o meu mundo, recanto
Este que guardo na ideia,
Para que não fuja seu encanto.
Alimento estes Suburbios encantados,
Com palavras e grandiosas imagens
Para que, ao serem achados
Se tornem, tal qual as paisagens,
Eternos palcos de suspiro,
Onde ecos de lembrança,
Devolvem o que retemperado respiro,
Da vida e da esperança!
sábado, 9 de abril de 2011
Caminhada...
Aparentemente a Existência quer-me só!
Pois bem, cá estou de novo sozinho,
Deambulando por entre as sombras, pó...
Esquecido no tempo!
Já tenho o meu castelo, masmorra
Onde me detenho, obediente
À vontade dessa que me encerra...
Esquecido no Tempo!
E sigo a vida, qual Outono,
Esse eterno envelhecer acordado,
Onde desconheço qual foi o rumo...
Esquecido no Tempo!
É esperar agora, o próximo passo
Em direcção ao desconhecido,
Errante, seguindo apenas o traço...
Esquecido no Tempo!
Ensaio VII
Quem me dera não ter pulsação,
A Razão chegava perfeitamente!
Ia-se embora o medo, de repente
Não restava qualquer vestígio de emoção!
Procuro os silêncios, em vão!
Ou não fosse o mundo, a mente,
Esse reino sempre distante.
Um amontoado de sons, e não,
A calma de um tempo que parou,
Ao largo dos Subúrbios de qualquer
Existência, sem saber que sou
Aquele que vive no desassossego
Permanente de entender,
Cada lugar onde chego!
Rascunho IV
Os Subúrbios agora invadidos
Por este silêncio, calmia, solidão
Ou quem sabe, apenas paz.
Relembram tempos idos,
Onde por força da razão,
No recanto da memória, jaz,
Esse reprimido desejo
De comunicar com silêncios apenas
Neste mundo onde me vejo
Rodeado de razões, pequenas
Dúvidas, que almejo
Clarificar, ou simplesmente
Trazer para o conforto das palavras,
Dos afectos, dos poemas...
terça-feira, 22 de março de 2011
Rascunho III
Como é bom escutar o silêncio em redor,
Fazer dele o eco dos meus pensamentos.
Escutar o seu conselho, rumor
Que ecoa na alma, por momentos.
E daí espalhar aos quatro
Ventos da razão, a mensagem,
O Grito desse que idolatro
O Silêncio, que esta de passagem!
Ou que veio para ficar,
Entre os dias que vão passando
Ao sabor desse eterno luar,
Que não é mais que vida. Bando
De silêncios interrompidos
Por rasgos de barulho efémero.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Ensaio VI
Jazem nuvens sobre os Subúrbios,
Sombras de uma antiga Existência.
Calmia provocada pela ausência,
Momentos escurecidos com silêncios.
Permanece a alma calma, silenciosa,
Quase ausente à espera da luz.
Aguardando o sinal que traduz
O final dos tempos. Receosa
Que um novo dia,
Traga a anunciada tempestade
De solidão repleta. Vazia
De sentimento, encardida
Pelo tempo passado.
Augúrio de uma nova despedida!
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