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Palavras escapam-me dos dedos
Como lágrimas que dos olhos fogem,
Janelas que a alma não abre.
Poesias que revelam segredos,
Silêncios que são a barragem
Cujos sonhos a vida invade.
O Inverno que me preenche
Carrega a vâ existência de nuvens,
Brumas que escondem a solidão.
Imagens de um Sol sem feixe,
Momentos vividos em viagens
Que me levam à escuridão.
Sobram ainda as sombras,
Fado de poeta apaixonado,
Que revelam apenas lembrança.
Cinzas de um fogo, sobras
De um coração abandonado
À espera de uma finta da esperança.