Do aperto cá dentro
Escoam algumas lágrimas.
Daquelas de quem, por certo,
Apenas tem o facto de passar
Pela vida só.
Ao largo é, distante,
Farol na praia dos desafortunados,
Imagem robusta de solidão
Que convida ao prendimento
De sorrisos tristes.
Ilumina, esse Farol, a imensidão
Da vida ao redor.
Ainda que alcance ninguém,
É fogo fátuo, nada mais
Que bruma e nevoeiro.
É fronteira entre sono e sonho.
Aconselha ao desalinho,
À dispersão, por entre a solidão
E a vida, é eclipse solar constante,
Sou eu...