sábado, 12 de janeiro de 2008

Sono...




O sono da solidão
Dorme sempre comigo.
Sem querer dá-me a mão,
Faz-se de meu amigo,
E acompanha-me ao serão.
Leva a minha alma e coração


Para um lugar desconhecido,
Ao relento de qualquer musa,
Como se fosse o sentido
Do caminho que cruza
A minha vida, perdido,
Sigo em frente, fugindo

A esta condenação suprema
De um juíz que não recorre
À justiça, enferma,
Que minha vida percorre.
Sem qualquer rumo ou lema
Deixando-a assim...amena!

Sonho assim com esperança
De a vida se voltar
Numa direcção de mudança.
Tanto que se calhar
Ergue-se ao longe a confiança
E do passado fica apenas...lembrança!

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